Bohemian Rhapsody ou os seis minutos mais geniais já feitos

Todo o mundo conheçe Bohemian Rhapsody.

Sim, eu falo isso sem medo de estar errado. É lógico que pode haver uns 5% das pessoas do mundo que nunca ouviram a música, mas isso é irrelevante. O fato é que essa música é tão marcante, mas tão marcante, que mesmo somente alguns trechos já marcam sua vida como uma tatuagem (sem referência ao comunista imbecil Chico).

A música tem um pouco menos de seis minutos, quebra totalmente a estrutura musical que estamos acostumados, com verso, refrão e fim. Uma música de seis minuto sem refrão que chegou no top 10 das rádios! O quão foda é isso? Uma música de 1975 que ainda é cultuada por roqueiros, metaleiros, funkeiros, sambistas, músicos pop. O quão foda é isso?

A gravação da música levou aproximadamente dois meses (!) em vários estúdios em Londres. Em algumas sessões, Freddie, Brian e Roger chegavam a gravar vozes durante mais de 12 (!) horas, chegando a fazer um overdub de 180 vozes!

180 vozes em uma época em que tudo era analógico não é brincadeira. Estamos falando de edição de fitas, não de arquivos de áudio. Cortar e colar fitas magnéticas com adesivos.

Detalhes, detalhes, essa música é praticamente um ode àqueles que gostam de detalhes. A balada no piano com aqueles acordes de mão cruzada. O baixo tocado por Deacon perfeitamente sincronizado com o piano, a ponto de nem percebermos que ele está lá. Brian usando a ponte da guitarra para simular o som daqueles sinos de bateria (essa é difícil, ouçam com muita atenção na frase “send shivers down my spine”). As delicadas frases de duas guitarras sobrepostas na parte final. A sutil mudança de tom (de Mi bemol para Fá) no fim da música. Tudo são detalhes.

Vou pular o solo de guitarra, pois um dia quero falar de Brian May. A parte de Ópera também vou pular, ela tem vida própria.

Mas uma coisa mesmo quem não tem atenção à detalhes ou não tem o ouvido bom para pegar detalhes musicais vai concordar.

If you don’t headband to Bohemian Rhapsody, something has gone severely wrong for you.

Se você não bate cabeça ao fim da música, depois da Ópera, algo muito errado existe com você. É impossível não mexer a cabeça ouvindo a progressão sensacional (e ao mesmo tempo simplíssima) de notas que Brian despeja de repente em nossos ouvidos. Isso se tornou talvez o maior ícone pop dos últimos tempos, sendo inclusive explorado no filme “Quanto Mais Idiota Melhor” (Wayne’s Word):

A cena foi tirada de um esquete apresentado no Saturday Night Live e o filme estreou tres meses depois da morte de Freddie Mercury. Porém foi filmado enquanto Freddie ainda vivia. Com medo de ofender a banda, Mike Myers ligou para Brian e mandou para ele uma fita com a cena. Freddie estava acamado, porém, segundo Brian, viu e riu muito (típico dele). Brian disse que eles mesmos (a banda) faziam o headbang toda vez que ouviam a música no rádio, como uma piada interna. Myers ganhou uma guitarra autografada (inveja).

No fim, pela proximidade com a morte de Freddie, o filme se tornou uma grande homenagem e fez a música ir para número 2 nas paradas americanas. Uma pena Freddie estar doente na época, eu costumo pensar nele sentado no carro com os outros atores e fazendo o headbang.

Enquanto enxugo minhas lágrimas, fiquem com a música, naquele que foi um dos primeiros videoclipes da história.

Amplexos saudosos.

PS: Para um tom mais animado ao fim do texto, fiquem com eles, os maravilhosos Muppets!!! (Peppa Pig de cu é rola!)

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